grandaddy

Eu queria poder te descrever em 140 caracteres, vô Chico, mas você foi muito mais do que uma simples frase. A pessoa mais sossegada que eu já conheci na vida, também né - tem que desenvolver uma certa paciência para ter um casamento de quase 58 anos com a vó Dalva. Sempre brincando e fazendo piada, sua doçura no jeito de tratar os netos me encantou desde sempre. Para mim quem inventou o "Om Nom Nom Nom" foi você, era exatamente o barulho que você fazia quando fingia que ia comer minha bochecha quando eu era pequena. HAHAH Aaah, vôzinho, foram tantas coisas... Tantas escapadas da mãe e da vó no shopping para ir comer Pretzel comigo, tantos almoços de família com o senhor na ponta da mesa. É tão estranho pensar que você não vai mais estar lá com a gente, tão estranho pensar que eu nunca mais vou comer o melhor bacalhau do mundo. Eu não sei se algum dia eu cheguei a falar explicitamente isso pra você, mas eu te amo muito. Sempre vou amar. E a falta que o senhor faz ninguém vai suprir. Saudades! <3 nbsp="">

As pessoas me acham estranha. Ponto.

To sabendo!!!

Me acham estranha por N motivos.
Por eu contar todos meus rolos e romances para a minha mãe, por eu ser amiga de todos meus ex e não guardar rancor não importa a filhadaputice. Acham estranho eu não me importar em receber meus amigos com a casa bagunçada, praticamente de cabeça pra baixo. Estranham eu ter inspiração pra cozinhar e limpar a casa apenas de madrugada. Acham estranho eu dançar e cantar no meio da rua, ou eu cantar sem voz e me embalar no ritmo da música no meio do ônibus.Acham estranho eu falar igual homem às vezes ou eu incorporar certos 'personagens' no meio do caminho. Acham estranho o meu senso de humor escroto e todas as minhas piadinhas sem graça.
Estranham que eu não ligo pro que os outros pensam. Acham que eu sou estranha porque eu grito, interpreto, faço cena mesmo. Porque eu faço performance no meio da pista de dança. Porque eu pulo nas costas dos meus amigos do nada. Me acham estranha porque eu tenho surtos de loucura e lapsos de lucidez. Porque eu faço piada de mim mesma, dos meus amigos e dou risada ~descaradamente~ das outras pessoas. Eu sou assim, não consigo me segurar. Faz parte da minha essência falar alto, fazer piada de tudo e não me incomodar com os outros.

Porque para 'os outros' eu sempre serei apenas a imagem do que realmente sou.
Pra quem me odeia eu sempre serei muito magra, muito alta, despeitada, barulhenta e estarei incomodando. Pra quem me ama e já sabe que isso é parte de mim, aceita e dá risada do meu péssimo senso de humor e minha vontade maluca de fazer meus amigos passarem vergonha.

Essa sou eu. Sou estranha mesmo!
Mas com todos os meus defeitos e loucuras, eu sou feliz. E você aí? Todo normal seguindo sua vida como o fluxo quis. Você é feliz?

Minha mãe fica louca da vida quando falo isso: Mas eu amo bar! Eu amo. Não consigo negar. Nada melhor que uma mesa de bar comprida com todos seus amigos em volta, conversando e rindo da vida. Regado a muita cerveja, claro. Uns outros drinks de vez em quando pra dar uma animada. Pra quem não sabe meu avô tinha um bar/mercearia desde muito antes de eu nascer, antes em São Paulo e depois em São José dos Pinhais. São muitas lembranças daquele lugar e maioria delas muito felizes. Meus primeiros passos na vida foram dentro do bar. Sai das mãos do meu pai pra cair nos braços do meu avô, três passinhos depois, no meio de um bar pequeno. Olha que beleza! Passei a infância bebendo tubaína direto da garrafa com dois canudinhos, um dentro do outro. Comendo teta de nega e roubando bala pra distribuir pros meus amiguinhos da rua.
Os bares sempre estiveram presentes na minha vida, sempre estarão. Não importa se é um boteco de esquina com sinuca e poucas mesas ou um bar high class na parte ryca da cidade. Eu gosto é de bar e ponto!

Não consegui conter a declaração.

Aí você me pergunta do por quê eu ser tão fria às vezes, do por quê meu olhar foca no infinito e minha cabeça fica tão distante do meu corpo. Eu queria poder te explicar que eu saí perdendo em 100% dos meus relacionamentos, que na maioria deles eu me entreguei tanto que quando eles se foram, eu não tinha mais nada. Todas as vezes que 'acabou' era como se tivessem me tirado o chão. Todas as vezes eu saí magoada, traída, insignificante. Tudo o que você sente quando a pessoa que você acreditava ser o amor da sua vida arranca seu coração do peito com as próprias mãos e ainda ri de você.
Queria poder te explicar que minha vida nunca foi fácil em relação ao amor. Todas as vezes eu tive que batalhar pra que me amassem, talvez por isso nenhum deles tenha dado certo. Sinto que não sou 'amável' e que meu destino é ficar sozinha porque os amores da minha vida já se passaram e provavelmente eu não merecia ele. Ou achava que merecia mais.

O amor sempre me sabota. Ou eu acabo sabotando ele.

Ninguém quer ter seu coração partido, então eu prefiro me afastar ou me entregar 10% porque assim quando você for embora também - como todos os outros - eu vou ter perdido só uma parte de mim e não o meu mundo inteiro.
Chega uma época em todos meus relacionamentos que eu não sei como agir. Não sei se está sério o suficiente, não sei se preciso correr atrás, não sei se sou mais que amiga e menos que qualquer outra coisa. Não sei se devo chamar pra sair, insistir nessa saída ou se simplesmente pulo fora. Na maior parte do tempo eu tenho é medo. De relacionamentos, de ter meu coração quebrado, de fazer uma boba de mim mesmo. E no final das contas é o que sempre acontece. Eu falo demais, faço papel de ridícula e FIM. Geralmente, nunca mais vejo a pessoa em questão. Sofro uns dias, se foi muito intenso semanas. Não consigo entender essa minha obsessão de sabotar todos os relacionamentos da minha vida. Ou minha paranoia em cima deles.  Eu consegui viver sem expectativas, sem apego. Acho que por isso desaprendi a lidar com as pessoas.

Droga, como eu queria ser normal.

Eu não preciso de jantares caros, carro do ano, roupas de marca e bolsas de grife. A minha vida vai muito além do dinheiro, muito mais além da 'ostentação'.

Não construo minha confiança em cima das roupas que eu uso, do meu iPhone 5 ou do quanto eu gasto na balada. Minha confiança está em mim por eu ser quem eu sou, uma fofa quando eu quero, uma grossa sem querer e uma maldita quando precisa. Minha confiança vai além da minha beleza porque ela existe em mim desde quando eu acreditava ser feia e não me encaixar nesse mundo. Muitas vezes ainda acho que não me encaixo, minha cabeça parece ser muito livre para esse sistema. Porém a Confiança, aaah, essa eu construí sozinha, nos momentos que eu sabia que precisava ser forte, nos momentos em que eu gritava e chorava sozinha - sem escapatória - presa num mundo onde isso é tudo que pode se fazer. Nessa hora você sabe que as únicas pessoas que você tem são sua família e claro, Deus acima de tudo. A minha confiança vem Dele e de toda a minha história e não dos bens que eu tenho ou do dinheiro que eu gasto.

Aprenda que a segurança que você passa para os outros e tem para si mesmo vai muito além de qualquer coisa material. Você pode ser rico pra caralho e ainda ser um merda. =D

Eu sempre fico pensando se algum dia eu fiz diferença na vida de alguém. Provavelmente sim, como tantas pessoas fizeram diferença na minha. Mas no final das contas ficam apenas as lembranças e malemal os ensinamentos. Tenho uma ótima memória e esse, às vezes, é o meu fardo. Eu lembro de coisas que ninguém lembra, nem as pessoas envolvidas. Esse tipo de coisa me tira o fôlego porque parece que eu vivi sozinha uma história de dois. Deveria estar acostumada a tentar relembrar histórias que ninguém lembra, a tentar ser inesquecível na vida das pessoas - quando ninguém é. É que eu só queria fazer a diferença, mas provavelmente eu não sou muito boa nisso. Eu tento dar conselhos, fazer piadas, filosofar sobre a vida - como toda boa sagitariana - porém eu sempre acabo nesse vazio de indiferença, com tantas lembranças de pessoas que já se passaram e esqueceram de mim. Ah, que vida é essa? Viver para esquecer?! Eu vivo é pra lembrar, mesmo que eu seja a única. Viver e esquecer me parece tanta falta de consideração. Eu sei que uma coisa não tem nada a ver com a outra, sei bem. Queria que fosse você aí, leitor fantasma, que tivesse uma memória guardada com tanto carinho e que ninguém mais que tava lá se lembre. Dói. Dói no âmago da alma, lá no fundo. Dói no orgulho. Dói como aquela pontinha da faca que perfura além da epiderme. Mas deixa pra lá, como já falei, deve ser meu fardo. Lembrar demais, me importar demais, me iludir demais. Ao menos não tenho expectativas, isso sim estragaria uma boa parte da minha vida. Vou seguir, carregando meu fardo e fingindo que não ligo, mesmo você aí sabendo a verdade.
ultimamente não há nada no meu coração além de vazio e raiva. queria saber porque não consigo desenvolver meus textos mesmo não estando feliz como eu costumava quando me dava bloqueios. eu sei que faz tempo que não escrevo e provavelmente essa minha parte do cérebro tenha ficado meio preguiçosa, mas ACORDA, poxa! tô te precisando. tô querendo tirar de mim todo essa sentimento ruim e traduzi-lo em palavras, isso me fazia sentir tão melhor mas agora não sei pra onde foi.